Feito um andarilho desconhecido, vagueando pelo pântano tenebroso de outrora, fugidio de pensamentos constantemente inebriados, ei-lo, em si mesmo, antagônico do que fôra, análogo às possibilidades do devir...
Fúnebre observador do caos, excretor de tudo que concebe inválido - ainda que creia ser a validade algo em si mesmo, possuir seu próprio tempo -, impertinente... intermitente... fluido, frívolo, algoz de si, destemido, desconhecedor da realidade imanente do temor por ser vitimado, segue, como sempre, a absorver tudo, em todo lugar, deglutindo e expurgando, apreendendo e aprendendo, silenciando e esmorecendo...
Deleita-se no mais ávido mar de sofreguidão, de angústia, pelo embuste que soterrou todos ao seu redor. Vagueia, feito árvore a drenar, simplesmente, a seiva da terra, o que lhe é vital e necessário ao cronômetro reverso que não cessa - mas que cessará -, feito ave à procura do verão ante o inverno, afim de que não se esvaia definitivamente o que anseia...
E seus anseios, onde estão? Aonde vai sem as querelas? Não vai... Pensa poder ir ou chegar em lugar qualquer... ou a algum lugar. Quiçá compreenda que o lugar não existe, senão, por força de sua existência e, ainda assim, seus pensamentos confundir-se-ão por desentender o quão confusa é a existência, o que realmente seria existir... (?)
Feito um andarilho desconhecido, segue, pois inexiste ante o tempo em que não vem à tona e, mesmo sabendo existir [em si mesmo], sabe que inexiste aos que não lhes foram revelados...
O que, de fato, é existir? O que, de fato, transcende o devir? O que é, de fato, o ser? Até que ponto isso possui valor ou que valor possui o seu valor?
Aonde vai? Onde está?
Wesley Mendes - 17/11/2016
Fúnebre observador do caos, excretor de tudo que concebe inválido - ainda que creia ser a validade algo em si mesmo, possuir seu próprio tempo -, impertinente... intermitente... fluido, frívolo, algoz de si, destemido, desconhecedor da realidade imanente do temor por ser vitimado, segue, como sempre, a absorver tudo, em todo lugar, deglutindo e expurgando, apreendendo e aprendendo, silenciando e esmorecendo...
Deleita-se no mais ávido mar de sofreguidão, de angústia, pelo embuste que soterrou todos ao seu redor. Vagueia, feito árvore a drenar, simplesmente, a seiva da terra, o que lhe é vital e necessário ao cronômetro reverso que não cessa - mas que cessará -, feito ave à procura do verão ante o inverno, afim de que não se esvaia definitivamente o que anseia...
E seus anseios, onde estão? Aonde vai sem as querelas? Não vai... Pensa poder ir ou chegar em lugar qualquer... ou a algum lugar. Quiçá compreenda que o lugar não existe, senão, por força de sua existência e, ainda assim, seus pensamentos confundir-se-ão por desentender o quão confusa é a existência, o que realmente seria existir... (?)
Feito um andarilho desconhecido, segue, pois inexiste ante o tempo em que não vem à tona e, mesmo sabendo existir [em si mesmo], sabe que inexiste aos que não lhes foram revelados...
O que, de fato, é existir? O que, de fato, transcende o devir? O que é, de fato, o ser? Até que ponto isso possui valor ou que valor possui o seu valor?
Aonde vai? Onde está?
Wesley Mendes - 17/11/2016
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